Oficinas de Educação Patrimonial
Parte das paisagens sonoras captadas pela Biblioteca de Sons do Potengi foram mobilizadas através de Oficinas de Educação Patrimonial realizadas em escolas da rede pública de ensino do Rio Grande do Norte entre 2025 e 2026.
A oficina Rio Sonoro: mapeamento das referências culturais do centro histórico de Natal foi uma experiência executada nas escolas Atheneu Norte-riograndense e na Escola Estadual Isabel Gondim, localizadas em Petrópolis e nas Rocas, respectivamente. O oficineiro Rodolfo Holanda foi o responsável pelo trabalho, que aconteceu junto aos estudantes do 1º ano do ensino médio do Atheneu, e dos estudantes do 9º ano da Escola Estadual Isabel Gondim.
O objetivo da oficina é buscar perceber e mobilizar nos jovens suas referências culturais no que diz respeito ao centro histórico da cidade do Natal, no Rio Grande do Norte. O que acham mais legal no centro histórico? O que vem à mente quando perguntados sobre o centro de Natal e em suas comunidades no entorno? Para mobilizar as referências culturais, fora utilizado a metodologia inventários Participativos lançada pelo IPHAN em 2015.
Durante o processo da oficina, cada estudante é provocado a responder essas perguntas iniciais, expressando seus pontos de vista e suas percepções acerca do espaço social e da forma como esses espaços produzem memória, sentido e pertencimento. Posteriormente, os estudantes são instados a localizarem suas referências dentro de um mapa do centro histórico de 4m x 4m, criado específicamente para essa experiência.
Em seguida, foi pedido aos jovens que construíssem em grupo e de forma livre seus próprios mapas de modo a ressaltar suas percepções sobre esses espaços sociais e a forma como se localizam dentro deles. Além disso, os estudantes foram convidados a escrever sobre suas referências em folhas coloridas, a partir das categorias levantadas pela metodologia Inventários Participativos: 1. Lugares; 2. Objetos; 3. Celebrações; 4. Formas de Expressão; e 5. Sabres. As fichas coloridas foram coladas em cada mapa, construindo um mosaico de referências que dá conta da experiência individual de cada estudante ao mesmo tempo que conforma uma cartografia comum entre eles.
Por fim, a último etapa da oficina consiste em reinterpretar as referências mobilizadas sob a ótica de suas paisagens e ambiências sonoras, estimulando a escuta desses territórios e práticas, e organizando-as em três camadas distintas: os Sons Fundamentais; os Sinais; e as Marcas Sonoras. Encontramos, dessa forma, uma maneira de auscultar as experiências desses jovens, buscando suas percepções sensíveis e afetivas e demonstrando como a experiência social passa diretamente pela forma como interpretamos a realidade e o meio do qual estamos inseridos.







